06 abril 2014

A Superioridade da Desigualdade

Eles estavam parados, andando lentamente sobre o nada, alheios aos peculiares movimentos de suas momentâneas mentes.

Ouvia-se o pudor destemido de um algo inconstante, incerto da insegurança palpável que este não via, sentia, queria tanto. Jaulas presas libertas nas suas próprias existências certas. Olhámos, vimos, pensámos, existimos.

A Incerta certeza que nada poderá ser certo é bela, viagens na ponderação mental de um possível amanhã, de um possível hoje, de um possível ontem, incerto. Como o voo enraizado na forte passagem de um suspiro indecente, que se fazia mostrar no limiar de um limite instalado. Porque nem sempre o igual traz o preciso, nem o desigual o que se mais quer, decisões que se fazem perder no tumulto mental que é o ser de hoje.

Parámos, paragem imprecisa e desigual, que saltou à vista do Humano momentâneo, julgados e reduzidos a um nada que a verdade perdida desencontra. E tudo continua, um momento impossível numa consciência passageira alheia a tudo o resto que ali existe.

Cumprimentos.

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