Olhei, compreendi, sorri, quem nada vive, quem nada sabe, a vida incógnita de milhões de pensamentos constantes que se guardam na prisão de um eu, mal sabia, mal percebia, o inconscientemente sentir que aos poucos tudo se vai e nada se faz contra tal, perde-se a vontade, perde-se a força e nada nem ninguém o percebe, até que a vida dá novas provas da sua mão no decorrer do tudo e do nada.
Ficamos confusos, abalados, boquiabertos como que o tão simples tem a potencialidade de ser tanto mais, e mudar tudo, mentes, dias, passos e vontades.
Caminhei, olhei para lá do que já fora e de novo percebi o já esquecido, nós somos a nossa maior prisão, nós somos o nosso maior obstáculo, nós, eu e tu, ele e ela, a individualidade não ligada, a possibilidade impossível do acontecer, a parada partilha de quem pensa que só tudo é.
Chorei e sorri, é tão fácil nos perdemos de novo em nós mesmos, nos separarmos de todo um universo de possibilidades que revolucionariam positivamente as nossas vidas, todos querem tudo mas poucos realmente o procuram, e quem não procura dificilmente encontrará.
E como um instante que rapidamente chega e logo se vai, assim o hoje é, a mudança chega, rápida e inesperada, uma estalada na cara vinda do Universo para acordar alguém que de novo se estaria a perder na solidão da sua mente.
Cumprimentos.
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