De águas flutuantes, vivos no que era e não parecia, compreenderes que se viam expandidos para lá do sincero mimar de um só pedaço do querer.
Submeteram-se, foram ocultados do directo entender do cultivo do ser, mas não se importaram, não se queixaram, o desequilíbrio causado já era o rotineiro que os guiava, tanto tentavam, tanto se mostravam, tanto pareciam precisar, escravos de entendimentos iludidos e vontades passageiras, quem mais não sabe, mais não pode fazer, quem nada é, tudo pode ser.
Olharam-vos e logo perceberam, todos querem mas poucos sabem como o ter, conquistas demasiado complexas para o são ser, enquanto o Eu espera, anseia e tenta, por vezes é encontrado, por outras conspirado, mas o verdadeiramente conquistado é raro, é único, é puro, é a luta diária de milhões de linhas que se debatem para formar um talvez incerto, certo na ambição e desejo do conquistador, fugas desconhecidas de quem não o percebe ou quer perceber.
Porque a Vida depende do depender, como a fuga concreta do abstracto e a organização caótica do pensar. Que como a viagem que se faz, só por ti, singular, existente e inexistente, porque nada é sem o confluir de partes, e afirmar o contrario é participar nisso mesmo, tudo é complementar a outro complemento, tenha a descoberta disso já chegado ou não.
O tudo interligado ao nada, a relação ligada à solidão, a decisão presa à incerteza, no momentâneo passado do futuro, que altera assim o todo mais, que tanto ou tão pouco será, que tanto ou tão pouco poderia ser, que tanto ou tão pouco é.
E o naufrágio do céu chegou, formado por finas areias de um certo algo expandido, que dificilmente não mais seria, porque o que é já foi e assim será.
Parque Verde, Coimbra '14
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