15 dezembro 2012

Dor

O dia longe ia e a noite tornara-se residente, dei por mim num só estado, só.
Infinita ela é, deixa-se sempre ir, nada se pode, nada se faz, só se é.
Como podemos nós ter assim a certeza do algo que nada aparente querer ser?
O cego que de novo se assim torna só pelo gosto ínfimo de um punhado de felicidade?
Ele foi feliz, ele era feliz, muito até, depois algo mudou, a vida o levou.

Repensando a atrocidade de outroras longínquos como um pode ser o duplo de um dito algo que é algo que nada é?
O não querer mais saber de alguém torna assim o tal certo algo naquilo que ele realmente e puramente somente é, não devemos tentar enganar mais o que mais aparente se torna, não tentar mais afogar os fogos que correm nos corpos já demasiado ardentes para queimar, eles não o merecem, nada nem ninguém merece tal destino.

Levantai e vive, não interessa o como, não interessa o porquê nem o quando, a tua felicidade encontrará felicidade igual.

Cumprimentos.

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