A vida é uma selva.
Pulamos de galho em galho, cortam-nos o rabo sem nos cortarem da vida, lutamos com todas as nossas forças com a nossa sobrevivência em vista.
A prisão artificial criada por nós, por esta raça de animais que nem são nada nem são tudo, são um misto de estrume e de puro génio. Sabem porque é que o ser Humano é tão desconfiado? Porque desde o início dos tempos só soube trair os seus companheiros pelo bem pessoal, tomou a opção de só se interessar pelo seu próprio rabo e insignificante tornar os daqueles que tão próximo e tão necessários eram. O Homem é traidor, egoísta, faz tudo o que pode pela sua sobrevivência, será isto um estigma social ou haverá aqueles que fogem à regra? Gostava de acreditar que sim, gostava de poder gritar bem alto que conheço quem assim não seja, e posso-o fazer, EU CONHEÇO!
Em toda a maçã podre existem tantas outras boas maçãs, basta procurar, basta lutar por conhecer e querer descobrir tais maçãs, a vista, a mente muitas vezes nos engana, nos faz acreditar que possíveis óptimas e saborosas maçãs possam ser más, possam ser o total oposto daquilo que realmente são, e que culpa temos nós? Sempre fomos habituados a julgar, a desconfiar, a pensar que nada de tão bom possa aparecer assim do nada na nossa vida, que é difícil que algo de tão impossível, tão inimaginável surja deste modo tão irreal no meio de tanta guerra, dor e sofrimento, e quando aparece o que é que fazemos?
Desconfiamos, maltratamos, atiramos-as para o lado até que um dia acontece algo que nos faz ver como realmente elas são, o pior é que isto somente acontece quando estamos de volta a esta prisão, a este impedimento que nos impede de voltar a apanhar tal maçã, que nos impede de poder dizer e repetir e repetir e repetir vezes sem conta tudo o que outrora tão errado estávamos, que bloqueia o regresso, que nos impede.
Mas a vida é mesmo assim, estúpido somos, animais cegos influenciados por uma sociedade moribunda que tantos tão mais triste torna, fui vítima dela, fui vitima das minhas origens, estou preso agora, preso na prisão própria do ser, sou uma besta, uma mistura cruel, uma tortura inadiável e impossível de escapar.
Como outrora disse, As bestas matam-se com Arcos e Flechas, e a minha mente terá para todo o sempre a munição necessária para me abater.
A dor habitua-se, a tortura aguenta-se, o eu transforma-se, mudamos, endurecemos, sofremos, a justiça é feita, os Macacos pulam, as Iguanas sobrevivem e os Leões lutam, pulei, cai, sobrevivi e toda a minha vida lutarei por me redimir. De certo modo, "The cycle of Life".
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