Pensava.
Existia.
Acreditava.
Tudo voou para além da região segura das nossas mentes, por tempos precisas, por tempos não precisas.
Existem aqueles que precisam sempre, que não estão bem sem o sempre.
Creio eu ser desigual ás noções irreais que puseste sobre o irreal Homem? Não preciso. Não preciso das tuas palavras, não preciso das tuas mentiras, não preciso das tuas ilusões. Somente preciso de Ti. Não minha, não tua, vida.
Perdi a noção da irrealidade que ocupava o vazio do meu ser, o tão minucioso Dominó começou a cair rapidamente, já não sabia que mais pensar, que nas ilusões que me querias tanto passar ou nas verdades que o meu ser ansiava por me avisar. Viveste, o teu coração bateu, a tua vida mudou, a minha cá ficou. O vazio cresceu, p'ra lá dos limites do meu ser, a névoa escura começou a expandir. A expansão aconteceu, este velho saco de ossos já ressequidos pelo tempo finalmente morreu. Pó encheu, pó correu, pó matou.
Sentei-me, respirei, olhei para tudo o que estava à minha frente e finalmente percebi. Cai, não me vou querer levantar, não quero que me levantes, não quero que ninguém me toque. Errei e magoei, compreendi, percebi, sofri, deixa-me só, só sozinho, sem ninguém.
Um saco de ossos, sem carne nem vida.
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