O evoluir, quase que tangível, de uma criança que pensava que era diferente.
Amou pela primeira vez, mas duvidou e deixou as suas inseguranças ditarem o seu futuro.
Sacrificou amizades p'ra vida por sonhos, que concretizou, em parte, mas aprendeu que o que sabia ainda não chegava.
Que conspirou com o mestre universo, e conseguiu ter as oportunidades para ganhar a experiência que mais precisava para crescer: o trabalho, a independência e a miúda da rocha. Mas que no fim percebeu que por mais que o coração queira, ninguém vive com a alma moribunda, com um futuro não desejado, e com os sonhos cada vez mais longe de serem concretizados.
Foram 5 anos, quase 6, de altos e baixos, que no seu fim fez me ver que algures nesta última metade do ano finalmente consegui morrer, as forças acabaram-se e tudo se apagou.
Voltei ao nada, à solidão que nunca me deixou só, ao silêncio que me conta mais que qualquer pessoa, à possibilidade de outra vez escrever o futuro que mais quero ter.
Foram anos, pessoas e momentos, inesquecíveis.
Hoje dificilmente consigo dizer que sou quem era à meses atrás, dou valor, penso e tolero coisas diferentes, sinto me um estranho para mim mesmo.
Daí não fazer sentido continuar a história doutro, irei para semprer guardar as suas lições comigo, elas irão para sempre ser a minha origem.
E quiçá irei pegar nesta história e reescrever algumas partes, talvez estejam nelas as bases para outras histórias futuras, mas também dá um certo gosto em reler o passado e perceber os erros que cometi e cometia.
Só falta agora renascer, a morte finalmente se foi, e a ela todo o possível deu lugar.
Vemo-nos por ai.
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